Rota de navios no Estreito de Ormuz impactada por ataques recentes

Rota de navios no Estreito de Ormuz impactada por ataques recentes

Alguns petroleiros deram meia-volta para evitar navegar pelo Estreito de Ormuz, a principal rota marítima que passa pela costa sul do Irã. Dados mais recentes da empresa de análise Kpler indicam que essa rota, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, registrou uma redução de cerca de 20% a 25% no tráfego desde a tarde deste sábado (28).

Conforme mencionado por Dimitris Ampatzidis, analista sênior de risco da Kpler, a partir das 15h30 UTC (12h30 no horário de Brasília), “a maioria das embarcações na área decidiu dar meia-volta, ficou em marcha lenta ou desviou para rotas alternativas fora do Estreito”.

Retorno de Petroleiros

Pelo menos quatro navios petroleiros de grande porte retornaram do Golfo Pérsico no sábado, após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã. Esses navios, que juntos transportam cerca de 8 milhões de barris de petróleo, pertencem às empresas Orbiter, Universal Victor, Mitake e Trikwong Venture.

A UKMTO, um órgão militar britânico, informou que várias embarcações operando no Golfo Pérsico relataram o fechamento do Estreito de Ormuz. No entanto, ressaltou que não pode verificar essas informações de forma independente.

Recomendações de Segurança

A UKMTO também esclareceu que “os navios continuam livres para navegar em águas internacionais” de acordo com o direito internacional, mesmo que forças militares estabeleçam zonas de alerta na área para prevenir confrontos acidentais. O Departamento de Transportes dos Estados Unidos recomendou que as embarcações se mantenham afastadas, se possível, das áreas do Estreito de Ormuz, Golfo Pérsico, Golfo de Omã e Mar Arábico.

A mídia estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou sobre a insegurança na região, afirmando que, devido à “atmosfera de tensão”, “não é seguro atravessar o estreito neste momento”.

Conflito na Região

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ataques do país em conjunto com Israel contra o Irã. Em um vídeo publicado na rede social Truth Social, ele afirmou que o objetivo da ofensiva é “defender o povo americano” das ameaças do governo iraniano. Segundo Trump, o ataque foi descrito como “massivo e contínuo”.

Fontes informaram que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi um dos alvos do ataque militar. Como resposta, o Irã realizou ataques a bases americanas nas regiões vizinhas como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait, estabelecendo um cenário de intensificação dos conflitos no Oriente Médio.