Gigantes financeiras fecham agências no Oriente Médio agora

Gigantes financeiras fecham agências no Oriente Médio agora

Um número crescente de grandes empresas financeiras decidiu promover o trabalho remoto na região do Golfo, motivadas pela crescente tensão do Irã com os países vizinhos. Essa situação levou instituições como Goldman Sachs e Standard Chartered a garantir a segurança de seus funcionários, implementando medidas de precaução.

Medidas de Trabalho Remoto no Oriente Médio

Recentemente, o Goldman Sachs orientou seus colaboradores em todo o Oriente Médio a adotarem o trabalho remoto, enfatizando a importância de seguir as diretrizes das autoridades locais. O Standard Chartered também confirmou à CNN que mantém o atendimento aos clientes em sistema de trabalho remoto.

Fechamento Temporário de Agências Financeiras

No caso do Citi, a maioria das suas agências nos Emirados Árabes Unidos ficará fechada de quinta a sábado como uma “medida de precaução” devido ao aumento das tensões. A agência localizada no Mall of the Emirates, em Dubai, permanece em funcionamento, e uma reabertura total está prevista para o dia 16 de março. O porta-voz da companhia comentou que a decisão foi tomada em resposta a informações recebidas, reforçando o compromisso com a segurança dos colaboradores.

Impacto no Qatar e Reações às Ameaças do Irã

No Qatar, o HSBC também optou por fechar temporariamente todas as suas agências. Essas ações ocorreram após declarações de um porta-voz militar do Irã, que mencionou que o país estava disposto a atacar centros econômicos associados aos Estados Unidos e a Israel, em retaliação a um ataque que atingiu um banco iraniano. Esse cenário elevou a percepção de risco na região.

O nível de alerta cresceu após a mídia estatal do Irã relatar um ataque a um prédio do Bank Sepah, que possivelmente mantém enlaces com as Forças Armadas e a Guarda Revolucionária. O estado atual de incerteza exige que as empresas se preparem para alterações drásticas em suas operações.

*Sophie Tanno, Josh Girsky e Mostafa Salem, da CNN, contribuíram com esta matéria