Após 125 dias de prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi liberado para cumprir prisão domiciliar após uma internação devido a problemas de saúde. Essa mudança ocorre em um contexto de condenação por um plano de golpe, resultando em uma pena de 27 anos e três meses de detenção em regime fechado. Com a alta hospitalar, ele retorna para sua residência, onde deverá seguir restrições de acordo com as determinações judiciais.
Detenção na Superintendência da PF
Bolsonaro foi detido inicialmente na Superintendência da Polícia Federal de 22 de novembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026. Durante esse tempo, ele ocupou uma sala de Estado-Maior individual, totalizando 53 dias no local. As condições de sua prisão foram monitoradas e geraram debates na sociedade.
Transferência para a “Papudinha”
Em 15 de janeiro de 2026, o ex-mandatário foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, comumente chamado de “Papudinha”. Essa decisão foi pautada por uma ordem do ministro Alexandre de Moraes. Ele permaneceu neste novo local por 57 dias, até ser internado devido a um quadro de broncopneumonia bilateral, que exigiu cuidados médicos.
Ao receber alta na sexta-feira (27), Jair Bolsonaro colocou uma tornozeleira eletrônica, permitindo que iniciasse um período de prisão domiciliar temporária. Essa medida, que se estenderá por 90 dias, visa contribuir para sua recuperação. O Supremo Tribunal Federal reavaliará as condições após esse prazo.
Contexto da Prisão Domiciliar
A opção pela prisão domiciliar foi uma alternativa ao tempo que o ex-presidente passou hospitalizado. A decisão judicial foi influenciada pelo desejo de monitorar sua saúde, especialmente considerando os riscos associados ao seu estado. Essa nova fase traz um novo capítulo para a vida política de Bolsonaro, já que ele tentará se recuperar enquanto cumpre as imposições legais estabelecidas pelo STF.
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