Saldo das operações de crédito avança e atinge R$ 7,3 trilhões

Saldo das operações de crédito avança e atinge R$ 7,3 trilhões

O crescimento do crédito no Brasil continua a apresentar resultados positivos, com o estoque das operações de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) atingindo R$ 7,3 trilhões em maio, representando uma alta de 0,6% em relação ao mês anterior. Esses dados foram divulgados pelo Banco Central no Relatório de Estatísticas Monetária e de Crédito.

Avanços no Crédito às Empresas e Famílias

Conforme informações da autoridade monetária, o aumento no estoque de crédito é resultado dos avanços de 0,7% nas operações com empresas, que totalizam R$ 2,7 trilhões, e de 0,5% nas operações com famílias, que somam R$ 4,6 trilhões.

Nos últimos 12 meses, a carteira de crédito total teve um aumento significativo de 9,5%, com destaque para o crédito às empresas, que cresceu 6,8%, e para as famílias, que viu um aumento de 11,2%.

Crédito Livre: Impulsos e Estabilidade

O saldo das operações de crédito com recursos livres também se destacou, totalizando R$ 4,1 trilhões em maio, o que representa uma alta de 0,3% no mês e de 6,9% no período de 12 meses. No que diz respeito ao crédito livre às pessoas jurídicas, o estoque aumentou 0,3% em maio, permanecendo estável ao longo do ano, alcançando R$ 1,6 trilhão.

Por outro lado, o crédito livre às pessoas físicas atingiu R$ 2,5 trilhões, apresentando uma expansão de 0,3% no mês e 11,7% em 12 meses. Segundo o Banco Central, essa expansão foi impulsionada principalmente pelo crescimento do crédito consignado, tanto para trabalhadores do setor privado quanto para servidores públicos, além do uso do cartão de crédito à vista.

Taxas de Juros e Inadimplência no Setor

A taxa média de juros das concessões de crédito registrou 33,4% ao ano em maio, enquanto a inadimplência da carteira de crédito total chegou a 4,7%.

Quando analisamos as operações com pessoas jurídicas, a inadimplência encontra-se em 3,2%, enquanto nas operações de crédito a pessoas físicas, esse índice é maior, alcançando 5,6%.

Outro ponto relevante é o spread bancário, que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação. Em maio, o spread atingiu 22,1 pontos percentuais, com uma redução de 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, mas um aumento de 1,6 p.p. comparado ao ano anterior.

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Esses dados indicam que, apesar das altas taxas de juros que afetam o dia a dia dos consumidores e das empresas, o sistema financeiro continua a se expandir, evidenciando a importância contínua do crédito na economia brasileira. A evolução do crédito tende a ter um impacto direto na recuperação econômica, na criação de empregos e na melhoria do bem-estar financeiro dos cidadãos.