Recentemente, um colar impressionante, avaliado em cerca de R$ 2 milhões, se tornou o centro de uma investigação policial em São Paulo. O presente foi dado pelo influenciador Buzeira ao jogador Neymar, o que chamou a atenção da Polícia Civil e deu início, em 2025, a um intenso trabalho de apuração. Embora Neymar não seja investigado no caso, sua vinculação ao colar ajudou a revelar uma complexa rede de receptação de joias roubadas.
O Colar de Neymar e o Início das Investigações
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou à CNN Brasil que a doação do colar foi um fator crucial que ligou o jogador a uma investigação mais ampla sobre receptação de objetos valiosos. A operação em questão é chamada de Operação Ouro Reverso, a qual está diretamente relacionada a um esquema que envolve o furto e a comercialização de joias e ouro provenientes de crimes.
Desde a primeira fase da operação, realizada em maio de 2025, a Polícia Civil conseguiu prender diversos envolvidos nesse esquema. Um dos principais alvos foi Rony Gonçalves, descrito como um negociador chave de bens de ouro roubados. As autoridades estão investigando a profundidade dessa rede e elos que vão desde os roubos até a transformação e venda das joias.
Operação Ouro Reverso e suas Implicações
A nova fase da Operação Ouro Reverso, deflagrada recentemente, envolve mandados de prisão e busca em várias localidades, incluindo a capital paulista e Guarulhos. Nesse contexto, os investigadores estão focando em uma área conhecida como “Círculo de Fogo”, onde empresas compram joias de origem ilícita e as derretem, dificultando a rastreabilidade do ouro.
Os mandados foram emitidos pela Justiça com base em evidências que sugerem a atuação de um grupo organizado, liderado por indivíduos como Suedna Barbosa Carneiro, também conhecida como “Mainha do Ouro”. Ela é considerada responsável por dar suporte e coordenação a quadrilhas dedicadas ao furto de joias. Com a colaboração de auditores da Secretaria da Fazenda e avaliadores da Caixa Econômica Federal, a operação tem o objetivo de desmantelar completamente a rede de receptação.
A Ação Policial e Resultados Obtidos
Os policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) estão determinados em recuperar as joias roubadas e restaurar a segurança na região. A operação não apenas visa identificar os receptadores, mas também bloquear bens e valores relacionados aos suspeitos. Recentemente, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 34 milhões em ativos associados aos investigados.
O envolvimento do colar presenteado a Neymar foi um catalisador que despertou interesse por essas investigações. As informações iniciais que levaram à descoberta do esquema começaram a surgir devido à notoriedade pública do jogador. Além disso, as apurações permitiram a identificação de outros grupos e indivíduos que operam nesse mercado escuso.
As implicações desta operação são vastas, não apenas localmente, mas também em um cenário mais amplo de atividades criminosas envolvendo joias e ouro de origem questionável. A situação apresenta um desafio significativo para as autoridades, que estão trabalhando para desmantelar uma vasta rede que já afetou muitas vítimas de furtos e roubos.
Com um cenário tão complexo e a intersecção de figuras conhecidas, como Neymar, a Operação Ouro Reverso permanece no foco das investigações e das notícias. A população acompanha de perto a evolução dos eventos, esperando por respostas e a restauração da segurança pública na região.


