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Frio, geada e temporais: saiba como se preparar para mudanças climáticas

Frio, geada e temporais: saiba como se preparar para mudanças climáticas

Uma mudança nas condições climáticas está em curso no Centro-Sul do Brasil. A massa de ar polar que vem atuando na região traz temperaturas mais amenas, especialmente nas áreas do Sul e Sudeste, afetando diretamente o cotidiano dos moradores.

Atualmente, as temperaturas têm se mantido baixas, com destaque para Campos do Jordão, em São Paulo, que registrou 2,1°C – a menor temperatura do estado em 2026. Na capital paulista, a temperatura mínima ficou em 11,4°C segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Embora o frio tenha dominado, uma nova frente fria se aproxima, trazendo previsões de mudança nas condições do tempo durante esta semana. A partir de quinta-feira (16), é esperado que essa frente fria avance pelo Rio Grande do Sul, gerando chuvas e aumentando os riscos de temporais na região.

Impactos da Massa de Ar Polar

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, afirma que a atuação dessa massa de ar polar está dentro do previsto para o inverno, e não foi o evento mais intenso deste ano. “Temperaturas mais extremas foram registradas anteriormente, como mínimas de até -7°C nas montanhas de Santa Catarina”, informou.
Além disso, as condições climáticas atuais têm gerado geadas nas zonas de maior altitude da Região Sul, incluindo pontos altos de Santa Catarina e Paraná, com temperaturas próximas de 0°C em paisagens como Quaraí, na Campanha Gaúcha.

Entretanto, a influência da massa de ar polar começa a diminuir, permitindo a implementação de um novo padrão atmosférico. Com a alta pressão se afastando para o oceano, uma área de baixa pressão se formará entre o Paraguai, o norte da Argentina e o Rio Grande do Sul, provocando um retorno do calor e da umidade à região.

Expectativas Futuras e Previsões

A nova configuração meteorológica tende a permitir a ocorrência de uma nova frente fria capaz de trazer chuvas intensas, descargas elétricas e até mesmo a queda de granizo no Rio Grande do Sul. O Inmet prevê que as chuvas comecem no sul do estado no sábado (18), aumentando a intensidade no domingo (19) e segunda-feira (20), com possíveis acumulados de até 50 milímetros.

Com o avanço da baixa pressão em direção ao oceano, a tendência é que se transforme em um ciclone extratropical, aumentando a instabilidade climática. Mateus Nunes, da Tempo OK, enfatiza que a abrangência dessa massa de ar foi notável, afetando não só o Sul, mas também partes do Sudeste e do Centro-Oeste.
A escassez de nebulosidade e a atmosfera seca têm causado resfriamento durante as madrugadas, ampliando a área de influência da massa de ar.

O Papel do El Niño nas Condições Atuais

Embora o El Niño esteja em desenvolvimento no oceano Pacífico, sua influência não é diretamente relacionada com essas massas de ar frio. Segundo Maria Clara Sassaki, meteorologista da Tempo OK, fenômenos de ar polar como este são comuns no inverno e frequentemente se estendem além da Região Sul.
Os impactos do El Niño são esperados mais adiante, nos meses subsequentes, onde há previsão de aumento na frequência e intensidade das chuvas sobre a Região Sul, desde que outros sistemas atmosféricos não interfiram.

Após a passagem da atual frente fria, as previsões indicam que o calor e a umidade dominarão novamente, elevando as temperaturas em boa parte do Brasil. Durante a segunda quinzena de julho, a expectativa é de que as temperaturas se mantenham acima da média, enquanto as chuvas se concentram na Região Sul, com dificuldade de expansão para outras partes do país.

Maria Clara ressalta: “Com a perda de intensidade da massa de ar frio, espera-se que um ar seco e quente se torne predominante, levando a um aumento das temperaturas durante pelo menos uma semana, possivelmente mais.”

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