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Rotação do núcleo da Terra que parou: entenda suas implicações

Rotação do núcleo da Terra que parou: entenda suas implicações

Um estudo recente da Universidade de Pequim indica que a rotação do núcleo interno da Terra pode ter parado e está possivelmente passando por um processo de inversão. Essa análise foi baseada em dados obtidos a partir de ondas sísmicas provenientes de terremotos que atravessaram o centro do planeta desde a década de 1960. Os pesquisadores sugerem que essa mudança não é um evento isolado, mas parte de um ciclo que ocorre a cada 70 anos.

A dinâmica das camadas da Terra

A estrutura da Terra é composta pela crosta, manto e pelos núcleos externo e interno. O núcleo interno, que é uma esfera sólida formada principalmente por ferro e níquel, localiza-se a cerca de 5.100 quilômetros abaixo da superfície. Esta parte do planeta é separada do manto semissólido pelo núcleo externo líquido, que age como um isolante, permitindo que o núcleo interno gire a uma velocidade diferente da rotação superficial da Terra.

Os pesquisadores Yi Yang e Xiaodong Song afirmam que a rotação do núcleo é impulsionada pelo campo magnético gerado no núcleo externo e equilibrada pelos efeitos gravitacionais do manto. Entender esse mecanismo é crucial para desvendar como as diferentes camadas interagem entre si.

Interpretação do ciclo de rotação

Os dados analisados mostraram que entre 1980 e 1990 houve uma clara mudança na rotação do núcleo, enquanto entre 2010 e 2020 os registros sísmicos indicaram uma estabilidade. Isso sugere que a rotação quase cessou, possivelmente retornando. Conforme o estudo, uma mudança anterior ocorreu no início dos anos 1970, o que reforça a teoria do ciclo de sete décadas.

O geofísico Hrvoje Tkalcic, da Universidade Nacional Australiana, sublinha que o termo “parar” deve ser entendido com prudência. Ele indica que, neste momento, o núcleo interno está mais sincronizado com o restante do planeta do que há dez anos, quando girava mais rapidamente.

Perspectivas futuras e a importância das pesquisas

Apesar do interesse que o tema gera, especialistas afirmam que não há evidências de eventos cataclísmicos relacionados a essas mudanças. O estudo da Universidade de Pequim destaca a relevância dos métodos de inferência geofísica para compreender as propriedades do interior da Terra, onde os objetos de estudo estão enterrados a grandes profundidades. A comunidade científica concorda que mais dados são essenciais para validar as teorias e melhorar a compreensão dos processos internos do planeta.

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