Medidas para baixar combustível são afobadas: entenda os riscos

Medidas para baixar combustível são afobadas: entenda os riscos

As iniciativas do governo federal para reduzir os custos dos combustíveis visam atenuar temporariamente os efeitos da crise do petróleo. Contudo, segundo o professor Edmar de Almeida, especialista do Instituto de Energia da PUC-Rio, essas medidas estão sendo implementadas sem o devido planejamento.

Em uma conversa com a CNN, Almeida enfatizou que as ações não são um congelamento de preços. Elas pretendem apenas minimizar os custos da cadeia produtiva, enquanto os aumentos, já em curso, seguem sem garantias de controle. “Essas medidas certamente podem ajudar a diminuir o impacto da crise do petróleo, mas não garantem que o preço vai ficar congelado”, afirmou o especialista.

Críticas ao planejamento governamental

Almeida criticou a abordagem do governo, que apresentou primeiro uma política para o diesel, vinculando-a a um novo imposto sobre a exportação de petróleo. Em seguida, outra estratégia foi criada para gasolina e etanol, utilizando o aumento de arrecadação como financiamento. “Por que não utilizaram essa arrecadação para o programa do diesel desde o início?”, questionou, sugerindo uma falta de planejamento para uma política integrada de combustíveis.

Além disso, a exclusão da redução de impostos sobre o GNV (Gás Natural Veicular) nas medidas propostas é visto como um descuido, especialmente em regiões como o Rio de Janeiro, onde esse combustível é amplamente utilizado. Almeida defende que o governo deveria implementar planos bem estruturados para mitigar os aumentos, evitando distorções no mercado.

Incertezas sobre o futuro

A preocupação do professor se estende à duração das medidas, já que todas têm prazos definidos, enquanto a guerra que afeta o preço do petróleo não proporciona uma previsão clara de término. “Se a guerra acabar rapidamente, ótimo, mas e se não? Como ficará a situação então?”, indagou Almeida.

O especialista ainda alertou para a possibilidade de o governo estar reagindo de forma apressada ao intervir com o petróleo a US$100, lembrando que entre 2010 e 2014 esse valor era considerado normal e corresponderia a cerca de US$140 atualmente. “Se estamos entrando em pânico com US$100, talvez não tenhamos forças para agir quando os preços se elevarem ainda mais”, concluiu, sugerindo uma necessidade de alterar a perspectiva do governo frente a situações futuras.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.