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Preços globais de alimentos sobem em março: o que você precisa saber

Preços globais de alimentos sobem em março: o que você precisa saber

Os preços mundiais dos alimentos registraram alta em março, impulsionados principalmente pelos custos elevados de energia em decorrência da escalada do conflito no Oriente Médio. Essa situação foi destacada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em um relatório recente.

Aumento no Índice de Preços de Alimentos

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que mede a variação em uma cesta de produtos alimentícios comercializados globalmente, alcançou uma média de 128,5 pontos em março, refletindo um aumento de 2,4% em comparação com o nível revisado de fevereiro. Segundo o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, “os aumentos de preços desde o início do conflito têm sido modestos, impulsionados principalmente pelo aumento dos preços do petróleo e amortecidos pela ampla oferta global de cereais”.

Variações nos preços de açúcar e cereais

O subíndice de açúcar teve uma elevação de 7,2%, a maior desde novembro de 2025. Esse crescimento foi fortemente influenciado pela alta nos preços internacionais do petróleo, o que gerou expectativas de que o Brasil, maior exportador mundial de açúcar, dependeria mais do etanol de cana-de-açúcar em sua próxima safra. Ao mesmo tempo, a pressão adicional sobre os preços do açúcar relacionou-se a preocupações sobre o impacto do conflito no Oriente Médio nos fluxos comerciais do setor. No entanto, a perspectiva favorável da oferta global para a safra 2025/26, especialmente devido ao bom progresso na colheita na Índia e na Tailândia, ajudou a conter essa alta.

Influência dos custos de transporte nos alimentos

No que diz respeito aos cereais, o indicador subiu 1,5% em relação a fevereiro, impulsionado pelas cotações mais altas de trigo e milho. Os óleos vegetais, por sua vez, tiveram um aumento de 5,1%, registrando o terceiro aumento consecutivo, devido às altas nos preços da soja, girassol e canola. O subíndice da carne também apresentou crescimento de 1%, em parte devido à disparada dos preços da carne suína em diversas regiões do mundo, enquanto os preços da carne bovina aumentaram em menor escala. Por fim, o indicador relacionado aos lácteos teve um aumento de 1,2%, com elevações mais acentuadas em regiões como Oceania e Europa.

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