A atriz Mara Wilson, 38, conhecida por ter interpretado a icônica Matilda Wormwood, no filme “Matilda”, lançado originalmente em 1996, revelou em uma nova entrevista que não acredita que uma sequência do longa infantil seja uma boa ideia. Sua opinião reflete uma visão crítica sobre a possibilidade de reviver uma narrativa tão querida.
Durante sua presença no evento Fanboy Expo Knoxville, no Tennessee, Estados Unidos, Mara compartilhou suas reflexões sobre uma possível continuação da história 30 anos após a estreia. “As pessoas sempre me perguntam sobre a possibilidade de fazer um ‘Matilda 2’. E isso poderia ser possível. Mas uma coisa que as pessoas sempre dizem é: ‘Ah, talvez possa ser a filha de Matilda’. E eu tenho algumas ressalvas quanto a isso, porque acho que os poderes de Matilda vêm de suas adversidades, das coisas ruins pelas quais ela passou, e a questão principal é que ela superou essas coisas,” afirmou ela, conforme reportado pela People.
Mara ainda levantou a questão sobre com quem a personagem poderia se casar, uma vez que, na narrativa original, Matilda é apenas uma criança e não há um parceiro iminente. “Matilda é uma personagem tão incrível que não consigo imaginar com quem ela se casaria e teria filhos”, acrescentou. Essa perspectiva demonstra sua ligação emocional com a personagem e a complexidade que envolve seu desenvolvimento.
A força da personagem
“Ela encontrou força em se educar e em fazer amizade com essas pessoas que eram realmente adoráveis… Então, eu não acho que Matilda criaria sua filha para estar em uma posição em que ela desenvolvesse esses poderes para se proteger”, continuou Mara, defendendo que essa premissa não faria sentido para a sequência. Para ela, a essência de Matilda reside nas lutas que enfrentou e na força que adquiriu ao superá-las.
Mara, mesmo não vendo motivo para filmar um novo longa-metragem, destacou a importância da narrativa em sua vida. Ela mencionou que os ensinamentos da história a moldaram de maneira significativa, afirmando que acabou se tornando “muito parecida com ela à minha maneira”. Essa conexão indica o impacto duradouro que a obra teve na vida da atriz e reflete sobre como personagens fictícios podem influenciar nosso desenvolvimento pessoal.
Relação com Danny DeVito
Ainda no painel, Mara enalteceu seu colega de elenco e diretor, Danny DeVito, 81, ressaltando que a amizade que desenvolveram ao longo dos anos é profunda e significativa. “Danny DeVito cuidou muito bem da minha família. E ele realmente nos ajudou quando estávamos passando por algo terrível,” lembrou Mara, ao mencionar a perda de sua mãe para um câncer de mama meses antes do lançamento do filme. Esse suporte emocional durante um período difícil fortaleceu laços que perduram até hoje, demonstrando a importância do cuidado e amizade na indústria do entretenimento.
O desejo por distanciamento da personagem
Apesar de amar a história e suas experiências ao fazer parte da produção, Mara confessou que frequentemente fica desapontada com sua associação de longa data a uma personagem tão conhecida. “Eu costumava ficar um pouco irritada quando as pessoas me chamavam de Matilda porque eu pensava: ‘Não, eu sou Mara’. Era quase como ser chamada pelo nome da minha irmã — a irmã muito mais legal e inteligente. E eu pensava: ‘Ah, não, eu não sou tão legal quanto ela’”, explicou. Esse descontentamento revela uma luta interna entre o reconhecimento do papel icônico e o desejo de ser vista como a pessoa que realmente é, refletindo sobre a identidade que se forma à sombra de personagens memoráveis.
A atriz mencionou, ainda, uma frase de Carrie Fisher, que interpretou a Princesa Leia na franquia “Star Wars”: “Ela disse: ‘Sinto que eu e a Princesa Leia meio que nos fundimos ao longo dos anos.’ E eu meio que me sinto assim também com Matilda”. Essa citação é uma poderosa reflexão sobre como os atores podem se conectar às suas criações, ao mesmo tempo em que lidam com a visão pública sobre suas identidades pessoais e profissionais.
Mara Wilson continua a ser um ícone, não apenas pelo papel que desempenhou, mas por sua evolução como pessoa. Sua visão crítica em relação a uma sequência de “Matilda” demonstra um entendimento profundo da narrativa e seu significado, tanto para ela quanto para o público. Essa análise destaca a responsabilidade que vem com a fama e o impacto que personagens bem construídos podem ter na vida real.



