O episódio de racismo na partida entre Rosario Central e Corinthians teve grande repercussão e levantou questões importantes sobre discriminação no futebol. Na sexta-feira, o Rosario Central se posicionou sobre os atos de racismo denunciados pelo goleiro Hugo Souza, apresentando uma perspectiva diferente da relatada.
O clube argentino divulgou um comunicado nas redes sociais, onde acusou torcedores do Corinthians de comportamentos considerados “racistas, discriminatórios e provocativos”. Segundo o Rosario, parte da torcida visitante exibiu cédulas de pesos argentinos e uma camisa da seleção da Espanha, o que foi interpretado como uma ofensa à Argentina.
“Torcedores da equipe visitante protagonizaram atos que, para nós, possuem conotação racista e discriminatória em relação aos jogadores do Central e à nossa torcida, tanto durante a partida quanto após seu encerramento. O ato de mostrar cédulas da moeda nacional é uma clara zombaria ao nosso país, acompanhada da exibição de uma camisa espanhola, que provocou ainda mais nosso público. Esses comportamentos são inadmissíveis e precisam ser denunciados”, disse o clube.
A polêmica denúncia de Hugo Souza
O goleiro do Corinthians, Hugo Souza, durante o segundo tempo da partida, afirmou ter sido alvo de insultos racistas vindos das arquibancadas, o que gerou a ativação do protocolo antirracismo da Conmebol, levando o árbitro a parar o jogo. O capitão do Rosario Central, Di María, foi solicitado a pedir aos torcedores que cessassem os gritos ofensivos.
O Rosario Central, em sua nota, insinuou que a denúncia de Hugo poderia ter sido feita por conveniência esportiva. “A discriminação é um problema sério e não deve ser usada como artifício para conseguir vantagens desportivas”, destacou. O clube afirmou ainda que, até o momento, não encontrou imagens que comprovem as ofensas mencionadas por Hugo e questionou a timing da denúncia, que aconteceu quando o Corinthians já estava em desvantagem numérica.
Investigação e respostas públicas
O Rosario Central não só expressou suas dúvidas sobre as acusações, mas também informou que está promovendo uma investigação interna sobre a conduta dos torcedores durante o jogo. O clube se comprometeu a punir qualquer torcedor que possa ser identificado como responsável por atos racistas ou discriminatórios.
Após a partida, Hugo fez um desabafo contundente. Ele destacou que é recorrente a presença de insultos racistas nas arquibancadas, apontando que essas situações se tornaram comuns em sua experiência de jogo na Argentina. “É algo que precisa ser tratado com seriedade”, afirmou em entrevista à ESPN.
O Corinthians, por sua vez, não ficou em silêncio. O clube repudiou os insultos racistas e prometeu cobrar uma investigação que busque identificar e punir os torcedores envolvidos. Este bem é um passo importante na luta contra o racismo no futebol, que, infelizmente, ainda persiste.
O desfecho desta controvérsia certamente terá implicações importantes para os clubes e para o futebol como um todo. O papel das instituições, incluindo a Conmebol, na erradicação do racismo no esporte é crucial, e a visibilidade de casos como este pode ajudar a fomentar discussões necessárias sobre como combatê-lo de maneira eficaz.
Nota do Rosario Central
O Rosario Central reafirma seu compromisso de repudiar qualquer ato de racismo ou discriminação. Recentemente, durante a partida contra o Corinthians, ficar claro que comportamentos provocativos por parte da torcida visitante não são toleráveis e ocorrem repetidamente. A exibição de dinheiro em forma de zombaria é uma afronta que não pode ser ignorada.
Nosso clube possui evidências que serão apresentadas à CONMEBOL, solicitando ações sobre o incidente. É fundamental que a discriminação não seja usada como uma ferramenta de manipulação, e nosso compromisso é com a verdade e com o respeito no esporte.
Continuaremos a investigar esses atos e punir aqueles que forem encontrados responsáveis por comportamentos que desvirtuem o espírito do futebol.
