Eduardo Corrêa, vice-campeão da 212 no Mr.Olympia 2014 e maior nome do fisiculturismo brasileiro, afirmou à CNN que a categoria perdeu espaço para a Open e que atualmente carece de mais rivalidade e disputa. A categoría 212 precisa de um renascimento.
Atualmente com 44 anos, o catarinense detém o recorde do Brasil em participações no Olympia, considerada a “Copa do Mundo” do fisiculturismo, com nove participações no total.
Neste ano, a edição ocorrerá entre os dias 24 e 27 de setembro, em Las Vegas (EUA). Na 212, os atletas exibem físico com maior volume do que no Classic Physique, reforçando a definição muscular. O limite de peso para os competidores não pode exceder 212 libras (96 kg).
O atleta, conhecido como “Super Sliced”, devido à sua condição física excepcional, comentou sobre o futuro da divisão. Ele ressaltou que a categoria, iniciada na liga profissional em 2008 e renomeada para “212” em 2012, existe para permitir que competidores menores possam competir de forma mais justa.
A Evolução da Categoria 212
Corrêa compartilhou uma reflexão sobre a evolução da categoria, mencionando que, na sua época, com 1,69 e meio, ele já era considerado alto. Isso indica uma tendência de que a categoria cada vez mais acolha atletas de baixa estatura. Ele citou novos nomes, incluindo brasileiros, que vêm ganhando destaque.
Os critérios técnicos na 212 incluem volume muscular, definição, proporção, simetria, e apresentação geral, fatores que devem ser equilibrados para um desempenho destacado. Em entrevistas, Corrêa destacou a fase de transição que a categoria enfrenta e expressou sua esperança de que a 212 continue relevante no cenário do fisiculturismo.
Desafios e Expectativas
Pouco antes de se aposentar, Corrêa venceu o MuscleContest Fit Pira, após um longo período de ausência devido a uma lesão, e se classificou novamente para o Mr. Olympia. Contudo, em sua última participação em 2022, ele ficou em décimo sexto lugar, não conseguindo repetir suas colocações anteriores.
Ele ressaltou a importância da categoria: “Eu espero que a categoria permaneça, porque alguns shows extinguiram a categoria 212 (…) apesar de não ser uma categoria que gera um hype tão grande, o nível é muito alto. Muitos atletas teriam a capacidade de competir na Open tranquilamente.” Essa expectativa pode ser fundamental para revitalizar a 212 e garantir que continue a ser uma parte vital do fisiculturismo.
