Uma pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros discorda dos ataques conjuntos entre os EUA e Israel contra o Irã, realizados no dia 28 de fevereiro. A pesquisa reflete opiniões divergentes sobre a situação no Oriente Médio e como os cidadãos percebem as ações bélicas que iniciaram um novo conflito na região.
Opinião sobre os Ataques
Segundo o levantamento, 64% da população possui uma opinião negativa sobre a ofensiva que deu início à guerra. Entre eles, 42% classificam a operação como “desnecessária”, enquanto 22% a classificaram como “totalmente desnecessária”. Isso evidencia uma forte resistência à intervenção militar, com os cidadãos expressando preocupações éticas e humanitárias.
Por outro lado, 24% dos brasileiros possuem uma visão positiva sobre os ataques conjuntos entre Washington e Tel Aviv, com 19% dizendo que a ofensiva foi “necessária” e 5% a classificando como “totalmente necessária”. Essa divisão de opinião sugere que, enquanto muitos rejeitam as ações militares, uma parte da população ainda vê valor na agressão como um meio de segurança.
Impactos da Guerra no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra diversos alvos no Irã. A ofensiva matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, que foi substituído pelo filho dele, Mojtaba Khamenei. Essa mudança de liderança pode impactar ainda mais a dinâmica política da região e a resposta internacional aos conflitos.
Segundo a mídia estatal iraniana, ao menos 3.375 pessoas foram mortas no país desde o início da guerra. O alto número de vítimas humanas indica a gravidade da situação e a necessidade de soluções diplomáticas para resolver o conflito. Atualmente, há um cessar-fogo em vigor no Oriente Médio, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, em 7 de abril.
A Pesquisa Ipsos/Ipec e Seus Resultados
Foram realizadas 2.000 entrevistas em 130 municípios brasileiros entre os dias 8 e 12 de abril de 2026. A pesquisa foi feita com pessoas a partir de 16 anos, e o nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Esses dados evidenciam uma análise representativa das opiniões dos cidadãos sobre questões internacionais e suas preocupações com as consequências das guerras.
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