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Equipes da China vasculham ruínas para encontrar vítimas das enchentes

Equipes da China vasculham ruínas para encontrar vítimas das enchentes

As autoridades chinesas relataram, neste domingo (6), a recuperação de mais 12 corpos durante as buscas por centenas de pessoas desaparecidas após um devastador deslizamento de lama na passagem de fronteira entre a China e o Nepal. O incidente ocorreu em 26 de agosto e foi descrito como um deslizamento semelhante a um tsunami, causando danos massivos na região.

Equipes de resgate, equipadas com escavadeiras, pás e radares de inserção, trabalham arduamente no local da passagem de fronteira de Gyirong, agora soterrado. Esta passagem, que se destacou como um importante ponto de comércio, tornou-se um símbolo da devastação causada pelo colapso de uma geleira localizada no lado nepalês.

O deslizamento resultou na morte de mais de 1.300 pessoas nos dois lados da fronteira, com mais de cinco mil desaparecidos. No lado da China, 43 mortes foram confirmadas até sábado (5), e 519 pessoas permanecem sem localização. Dentre os desaparecidos, 261 são estrangeiros de 23 países diferentes.

O Impacto da Tragédia

A devastação na passagem de fronteira deixou pouca ou nenhuma evidência da antiga estrutura de cinco andares que abrigava a alfândega. As equipes de resgate encontraram apenas uma parte de uma torre de água em meio a escombros e lama cinza-escura. No local, uma bandeira chinesa foi fincada onde antes se erguia um portão com quase 20 metros de altura.

Por trás dos sinais de alerta como “Área de Perigo: Passe Rapidamente”, as equipes cavavam em busca de sobreviventes. Até agora, foram recuperados 993 itens pessoais que ajudarão na identificação das vítimas, enquanto impressões digitais e características como tatuagens estão sendo registradas.

Famílias de desaparecidos e representantes de governos expressaram frustração com a comunicação da China sobre o andamento das buscas. Pequim, por outro lado, declarou que as informações sobre a situação estão sendo compartilhadas de forma “transparente e oportuna” e está aberta à colaboração internacional.

Repercussões e Evidências Visuais

Visitas ao local da tragédia foram organizadas pelo Ministério das Relações Exteriores da China para imprensa internacional. As imagens deixadas pelo deslizamento mostram a devastação e a luta das equipes de resgate. Vídeos documentaram a imensa onda de lama e detritos que atingiu a área rapidamente, sem aviso prévio adequado.

A China enfrenta pressão para melhorar os sistemas de alerta e monitoramento, especialmente após a identificação de mais de três mil lagos glaciais, com 187 deles classificados como de alto risco. Cientistas locais destacam a necessidade de uma cooperação internacional mais robusta para aprimorar as capacidades de monitoramento.

Consequências para a Região

A passagem de Gyirong havia se tornado uma rota significativa para o comércio e turistas após um terremoto em 2015 danificou outra via. Além de exportações, essa rota servia como um importante caminho para peregrinos hindus viajando para o Monte Kailash, um local sagrado na região, intensificando a relevância cultural e espiritual do local.

Muitos dos cidadãos desaparecidos eram, infelizmente, peregrinos que atraíram a atenção das autoridades e das mídias internacionais. O governo chinês, até o momento, rejeitou qualquer alegação de que podia ter emitido alertas prévios sobre a geleira que causou o deslizamento.

Especialistas e autoridades reconhecem que este incidente é um claro indicativo da necessidade de um sistema de alarme mais eficaz que possa prevenir desastres semelhantes no futuro. A tragédia em Gyirong não é apenas um desastre natural; é um lembrete da vulnerabilidade da região às mudanças climáticas e da importância de um monitoramento meticuloso.

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