Desaparecimento de crianças em Bacabal se torna um mistério sem solução. Dois meses após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, a investigação ainda não apresentou suspeitos nem conclusões. Os irmãos sumiram em 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, na região do Médio Mearim, no Maranhão. O primo que estava com eles, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida três dias depois, mas o paradeiro das duas crianças permanece desconhecido.
À CNN Brasil, a SSP-MA (Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão) informou que o inquérito ainda não foi concluído e que não é possível apontar circunstâncias ou responsabilidades. A polícia continua atenta e segue com os trabalhos investigativos, adotando todas as medidas necessárias para esclarecer o caso. Desde o desaparecimento, mais de 1.000 pessoas participaram das buscas, envolvendo equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha e voluntários.
Desenvolvimento da investigação
As buscas foram intensificadas logo após o desaparecimento. A linha do tempo do caso revela momentos importantes:
- 4 de janeiro de 2026 – As crianças desaparecem no quilombo;
- 5 de janeiro – Mãe e familiares prestam depoimentos;
- 7 de janeiro – Anderson é encontrado com vida;
- 20 de janeiro – Anderson indica caminho durante as buscas;
- 26 de janeiro – Investigação em São Paulo revela que crianças não estavam em hotel.
O governo do Maranhão já confirmou que Anderson não sofreu violência. Entretanto, o destino de Ágatha e Allan continua sem respostas. As operações começaram a se concentrar no leito do Rio Mearim, com buscas aquáticas e subaquáticas, utilizando equipamentos como sonar para localizar possíveis vestígios.
As buscas em terreno complicado
A dificuldade das buscas aumenta devido ao relevo e à vegetação da região. A SSP informou que a área tem mata fechada, lagos e trilhas de difícil acesso. Além de helicópteros e drones equipados com sensores térmicos, cães farejadores foram utilizados, mas até agora, não foram encontrados vestígios que indiquem o paradeiro das crianças.
A força-tarefa continua a realização de novas varreduras aéreas e em solo, revisitando pontos considerados estratégicos. Ao longo de dois meses, a situação das investigações e das buscas se torna cada vez mais angustiante para a família e a comunidade local.