USS Abraham Lincoln: Vida dos Marinheiros em Crise abordada

USS Abraham Lincoln: Vida dos Marinheiros em Crise abordada

O Pentágono decidiu realizar uma troca significativa nas operações do porta-aviões USS Abraham Lincoln, conforme revelou uma fonte da CNN. O USS George Washington assumirá sua posição no teatro de operações do Oriente Médio, em meio a crescentes preocupações sobre o bem-estar da tripulação do Lincoln.

Nos últimos dias, relatos de cansaço extremo, desânimo e problemas de saúde mental entre os marinheiros a bordo do USS Abraham Lincoln passaram a preocupar legisladores e familiares. Os congressistas, em especial os democratas, exigem esclarecimentos do Pentágono sobre as condições de vida e trabalho a bordo da embarcação após semanas de missão no mar.

A CNN trouxe à tona, na última quinta-feira (13), um incidente em que um marinheiro caiu no mar em abril, sendo resgatado rapidamente e submetido a avaliações médicas. As circunstâncias exatas do acidente, no entanto, não foram esclarecidas imediatamente. Isso gerou ainda mais insegurança entre os familiares e o público em geral.

Conduta do porta-aviões

  • O USS Abraham Lincoln foi comissionado em 1989, sendo o quinto de dez porta-aviões da classe Nimitz da Marinha dos EUA.
  • Com aproximadamente 335 metros de comprimento e um deslocamento de mais de 100 mil toneladas, os porta-aviões desta classe estão entre os maiores do mundo, superados apenas pelos porta-aviões da classe Ford da Marinha, dos quais apenas um está operando atualmente.
  • Equipado com dois reatores nucleares que alimentam quatro turbinas a vapor, o Lincoln alcança uma velocidade máxima de cerca de 56 km/h.
  • Em seu convés, mais de cinco mil marinheiros e tripulantes operam aproximadamente 90 aeronaves, incluindo caças F-35, F/A-18 e jatos de guerra eletrônica EA-18G, juntamente com uma frota de helicópteros.
  • Os aviões do porta-aviões são lançados por meio de quatro catapultas a vapor, capazes de acelerar os caças de 0 a 290 km/h em apenas três segundos.
  • O Lincoln produz sua própria água doce, com quatro unidades de destilação capazes de gerar 1.514.000 litros diários a partir da água do mar.
  • O USS George Washington, que possui um histórico semelhante, deve substituir o Lincoln em breve, garantindo a continuidade das operações militares na região.

Atualmente, o porta-aviões Lincoln já está em missão há mais de 250 dias, tendo sido redeployado para apoiar as operações dos EUA na guerra contra o Irã. É importante destacar que a embarcação não atracou em nenhum porto durante os últimos 200 dias, o que tem gerado desafios logísticos significativos, conforme relatado por marinheiros e suas famílias.

Informações do veículo Stars and Stripes indicam que a tripulação enfrenta problemas graves, como escassez de alimentos e água, serviços postais interrompidos e longas jornadas de trabalho. Um marinheiro compartilhou em relatos que, em uma ocasião, um membro da tripulação foi impedido de saltar do navio, destacando a gravidade da situação emocional que muitos estão enfrentando.

Reações do Pentágono

Uma resposta firme veio do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que, durante uma visita ao Panamá, afirmou que as alegações sobre condições precárias a bordo do USS Abraham Lincoln foram “totalmente distorcidas”. Segundo Hegseth, todas as medidas têm sido tomadas para fornecer aos marinheiros tudo que é necessário. Ele expressou profundo respeito e gratidão pelos esforços feitos pela tripulação diante de condições adversas e uma missão prolongada.

Ainda assim, a pressão para melhorar as condições a bordo do porta-aviões cresce com a continuidade de relatos de problemas entre os militares. A situação levanta perguntas não apenas sobre a saúde mental e física dos marinheiros, mas também sobre os limites que estão sendo impostos em missões prolongadas e as políticas que regem o bem-estar das tripulações.

Mais informações sobre as condições e as operações da Marinha dos EUA estão sendo esperadas à medida que legisladores e especialistas analisam a eficácia do manejo humano e operacional das embarcações em meio a situações de crise.