Corpo de piloto de helicóptero da polícia será velado hoje

Corpo de piloto de helicóptero da polícia será velado hoje

O corpo do piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Monteiro Marques, será velado nesta terça-feira (19) na cidade do Rio de Janeiro. O velório acontece após um cortejo fúnebre que terá início às 12h30 na base do SAER (Serviço Aeropolicial) da Polícia Civil, localizada na Lagoa Rodrigo de Freitas.

O servidor faleceu no último domingo (17), depois de um longo período debilitado devido a uma complicação provocada por um tiro na cabeça durante uma operação policial em março de 2025.

O velório está agendado para ocorrer às 15h na Capela Ecumênica da Penitência em Caju, onde a Missa do Corpo Presente será realizada às 16h. A cerimônia de cremação está programada para por volta das 17h no Crematório da Penitência.

O deslocamento do cortejo acontecerá conforme o itinerário: começará na Avenida Afrânio de Melo Franco, passando pela Orla de Ipanema, pela Orla de Copacabana, pelo Aterro do Flamengo, pela Avenida Brasil e finalizará no bairro portuário Caju.

O corpo de Felipe será transportado pelo CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro), acompanhado por viaturas da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais) da Polícia Civil do Rio.

Repercussão da Morte de Felipe Marques

Felipe, que pilotava a aeronave da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi atingido por um tiro de arma de fogo na cabeça durante a Operação Torniquete. A ação policial buscava desmantelar o tráfico de drogas em áreas de grande risco na cidade.

Após o incidente, ele foi socorrido em estado crítico para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Felipe permaneceu internado até dezembro do ano passado no Hospital São Lucas Copacabana, onde recebeu alta hospitalar para começar um processo de reabilitação.

No entanto, mesmo após a alta, Felipe enfrentou uma série de complicações em sua saúde, resultando em novas internações. Nos últimos meses, sua situação clínica se agravou. A família de Felipe comunicou nas redes sociais que ele havia sofrido uma infecção, agravando seu quadro e culminando em sua morte dois dias após o anúncio.

A confirmação da morte do piloto foi feita por meio de um comunicado oficial nas redes sociais, que gerou imensa repercussão e comoção entre colegas de trabalho, amigos e familiares.

Legado e Reconhecimento

A trajetória de Felipe na Polícia Civil é marcada por coragem e dedicação. Ele não apenas pilotava helicópteros em operações de combate ao crime, mas também inspirava seus colegas pela determinação em servir a sociedade. Sua atuação na Operação Torniquete foi um exemplo do compromisso que ele tinha com sua profissão e com a segurança pública.

O cortejo que será realizado em sua homenagem é um reconhecimento à sua bravura e sacrifício. Amadurecer a ideia de que os profissionais de segurança, como policiais e bombeiros, enfrentam grandes riscos para proteger a nossa sociedade é fundamental para honrar a memória daqueles que, como Felipe, perderam a vida no cumprimento do dever.

No velório e nas cerimônias a serem realizadas, amigos, familiares e colegas da Polícia Civil se reunirão para prestar homenagem a um homem que dedicou sua vida a proteger a população carioca. É importante que essa tragédia não apenas chame a atenção para a perda de vidas, mas que também promova um diálogo sobre a segurança e o apoio necessário às forças de segurança pública.

As lembranças de Felipe permanecerão na memória de todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo ou trabalhar ao seu lado. Que sua partida não seja em vão e que sirva como um chamado à ação por melhorias nas condições de trabalho e segurança dos profissionais que atuam na linha de frente, sempre alertas e prontos para agir.