CPI do Crime aprova quebra de sigilos de Zettel e Vorcaro

CPI do Crime aprova quebra de sigilos de Zettel e Vorcaro

A CPI do Crime Organizado do Senado tem avançado significativamente nas investigações sobre fraudes financeiras, especialmente em casos ligados ao antigo Banco Master. Nesta quarta-feira (11), a comissão aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, um dos envolvidos que têm chamado a atenção das autoridades.

Zettel, que é identificado como cunhado de Daniel Vorcaro, o ex-proprietário do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central, se entregou à Polícia Federal após ser alvo da última fase da operação Compliance Zero, ocorrida na quarta-feira (4). Essa operação visa desmantelar esquemas de corrupção e fraudes no sistema financeiro.

Investigação Profunda do Caso

A CPI aprovou, ainda, um pedido ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) junto ao Coaf para que sejam transferidos os dados de sigilo de Zettel referentes ao período de 2020 a 2026. Essa medida é crucial para identificar possíveis movimentações financeiras irregulares que possam estar ligadas a fraudes.

Convocações Importantes

A comissão não se limitou a Zettel. Também foram aprovadas convocações obrigatórias para que Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da mesma instituição, compareçam e forneçam esclarecimentos. A contribuição desses ex-altos funcionários do Banco Central é considerada vital para aprofundar as investigações.

Novas Revelações e Ações da CPI

Além das quebras de sigilo e das convocações, a CPI também planeja solicitar informações à Polícia Federal sobre o andamento da Operação Compliance Zero e ao ministro André Mendonça, do STF, sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Mourão, que teve ligação com o ex-aliado Vorcaro, foi encontrado morto após attender contra a própria vida na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. A CPI há de romper com o silêncio em torno de seus antecedentes, e a quebra de sigilo de Mourão referente ao período de janeiro de 2020 a março de 2026 já foi aprovada.