A colapso de reservatório em Mairiporã é o foco das investigações da Polícia Civil de São Paulo. O incidente ocorreu na quinta-feira (11), quando o reservatório de água da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico) se desprendeu, resultando na destruição de várias residências e na morte de um funcionário, além de deixar nove pessoas feridas na região de Mairiporã, na Grande SP.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o trabalhador estava dentro de um contêiner que foi levado pela correnteza, culminando em sua morte no local. Um inquérito foi aberto na Delegacia do município e exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).
Deslocamento de Famílias e Apoio às Vítimas
Cerca de 40 famílias precisaram deixar suas residências devido aos danos causados. Equipes da Sabesp, da Defesa Civil e da Câmara Municipal estão realizando vistorias nos imóveis para determinar o tempo de interdição. A Sabesp informou que já atendeu 25 famílias que foram impactadas no incidente, com 9 delas sendo encaminhadas para hotéis e 16 ficando na casa de parentes, todas recebendo assistência da empresa.
Investigação dos Causas do Acidente
O Governo de São Paulo, por meio da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), também iniciou uma investigação das causas do colapso, prometendo rigor nas apurações para esclarecer o caso. A agência é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento.
A Tragédia e seus Impactos
O reservatório da Sabesp, que ainda estava em processo de construção, desprendeu-se e causou destruição em bairros de Mairiporã, particularmente no Parque Náutica da Cantareira. Durante o acidente, um funcionário da Sabesp que trabalhava na obra foi dado como desaparecido e, posteriormente, foi encontrado sem vida. A companhia expressou seu pesar pela perda e mencionou que está apoiando os moradores afetados.
A prefeitura decretou estado de emergência nos bairros mais atingidos. O prefeito Walid Ali Hamid (PSD) informou que, das nove vítimas hospitalizadas, seis já foram liberadas e três ainda permanecem internadas, mas estão se recuperando bem.
*Sob supervisão de AR.
