Influenciado pela liderança de Flávio Bolsonaro e a aliança com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o PL elegeu uma expressiva quantidade de cadeiras na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) nas eleições de 2026, conforme os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A candidata mais votada deste ano na Alesp foi Eduarda Campopiano (PL).
A legenda alcançou 27 deputados no Palácio 9 de Julho em 2026, oito a mais em comparação com as eleições de 2022, quando conquistou 19 cadeiras. Os novos deputados tomarão posse em 2027.
Por outro lado, o tradicional PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que por décadas dominou a política paulista, perdeu representação e conquistou apenas uma vaga na Assembleia Legislativa. Essa queda é evidente em relação à última eleição, quando a Federação PSDB-Cidadania conseguiu eleger 12 deputados.
A maior bancada após o PL é a da Federação PT-PCdoB-PV, que obteve 16 cadeiras nesta eleição. Contudo, o grupo também perdeu duas cadeiras em comparação com a eleição de 2022.
A ascensão de Eduarda Campopiano
Maria Eduarda Campopiano Monteiro (PL), de 23 anos, se destacou como a candidata mais votada para deputada estadual de São Paulo nas eleições de 2026. Ela ficou à frente de Eduardo Suplicy (PT), recebendo mais de 1,9 milhão de votos, enquanto Suplicy teve 653.753 votos para a Alesp.
Natural de Campinas, no interior paulista, Eduarda ganhou notoriedade a partir de 2021, quando começou a manifestar suas opiniões políticas nas redes sociais. Filiada ao Partido Liberal, ela também se destacou como comentarista do programa Linha de Frente, da Jovem Pan, onde analisava questões políticas em 2023.
Trajetória e posicionamento político
No ano de 2024, Eduarda foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, com 3.589 votos, ficando na quarta posição entre os candidatos mais votados. Segundo informações da Câmara Municipal de Praia Grande, Eduarda se tornou a parlamentar mais jovem já eleita para o cargo no município.
Eduarda assume um posicionamento contrário a pautas e candidatos de esquerda, manifestando isso em suas publicações e em eventos públicos.
Entre as bandeiras que defende abertamente, destaca-se a criminalização do aborto. Ela também se identifica como a “inimiga número um das feministas”, o que demonstra seu compromisso com esse tema.
A figura de Eduarda Campopiano se torna cada vez mais relevante no cenário político paulista, especialmente considerando que sua ascensão ao cargo é acompanhada por um momento de reflexão quanto às divisões ideológicas que permeiam a política brasileira. Sua trajetória meteórica e suas opiniões polêmicas atraem tanto apoiadores quanto críticos, revelando um ambiente político em constante transformação.
O expressivo número de votos recebidos por Eduarda não só a consagrou como a parlamentar mais votada, mas também sinaliza uma mudança no perfil do eleitorado e nas expectativas em relação aos novos representantes na Alesp. Com a sua liderança, a expectativa é que o PL continue a crescer em relevância na política de São Paulo, especialmente em um cenário onde partidos tradicionais enfrentam desafios em sua base de apoio.
Além das questões defendidas pela nova deputada, sua ascensão também reflete um movimento mais amplo dentro do PL, que tem se posicionado de forma mais assertiva na Alesp, buscando ocupar espaços que antes eram dominados por partidos como o PSDB.
