O líder do PL, Valdemar Costa Neto, tem se tornado um dos principais personagens de uma investigação da Polícia Federal. Desde que a operação foi deflagrada, o advogado e político garantiu à CNN que as emendas parlamentares por ele sugeridas são legítimas e foram devidamente executadas.
“As emendas são todas sérias. A Polícia Federal já verificou isso. Não há irregularidade em documentos ou outras entidades. Tudo foi direcionado a prefeituras e todos os projetos estão em andamento”, declarou Valdemar, em uma defesa de sua posição durante as investigações.
Os Detalhes da Investigação
A Polícia Federal está apurando se houve participação ou omissão de deputados federais nas emendas que, segundo as alegações, teriam sido manipuladas. Um dos focos da investigação é determinar se os parlamentares tinham ciência de que estavam sendo utilizados em procedimentos que poderiam ser fraudulentos.
Com base em indícios levantados pela PF, o ministro Flávio Dino, do STF, tomou a decisão de bloquear R$ 119 milhões das contas de Valdemar, destacando que será investigada a “participação, ciência e até mesmo a inconsciência” dos deputados mencionados. Este último termo implica a possibilidade de que alguns não soubessem que tiveram seus nomes utilizados nas emendas.
Este complicado esquema envolve Valdemar, que mesmo não sendo parlamentar, teria recebido poder para decidir valores, áreas e cidades que seriam beneficiadas por emendas, utilizando servidores da Câmara para estruturar as indicações.
Como Funciona o Esquema de Emendas
A investigação revela que Valdemar teria sugerido ao menos 21 emendas, totalizando R$ 119 milhões, todas ligadas à fraude na destinação de recursos. O presidente do PL supostamente usou servidores da Câmara dos Deputados para redigir e direcionar verbas públicas de maneira que pareceu legítima, através de registros falsos.
Esses registros foram integrados a um sistema orçamentário, o que conferiu uma aparência de legalidade às solicitações. “O encaminhamento falsificava deputados federais como ‘solicitantes’ das emendas, colocando seus nomes para criar um aspecto de validade nas indicações”, afirmou a decisão judicial.
A Operação Transparência e seus Impactos
A investigação que trouxe à tona essas fraudes é fruto da Operação Transparência, iniciada em dezembro de 2025. Essa operação busca verificar eventuais descumprimentos das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF.
O inquérito concluiu que houve uma manipulação expressiva de documentos e do sistema orçamentário, utilizando nomes de deputados para encobrir a verdadeira autoria das solicitações. Por fim, o ministro Flávio Dino solicitou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresente em até dez dias todos os documentos relacionados às emendas que possam estar conectadas ao nome de Valdemar Costa Neto.
