A assinatura do empréstimo de R$ 2,57 bilhões do Banco do Brasil para a construção do túnel Santos-Guarujá se tornou um fator relevante na disputa entre os governos Lula e Tarcísio por protagonismo em grandes projetos no estado de São Paulo.
Disputa política em São Paulo
Aliados do governador Tarcísio de Freitas afirmaram à CNN que o evento em torno do empréstimo é “nitidamente politicagem.” O convite para a participação do governo estadual foi enviado na última sexta-feira, o que deixou a equipe de Tarcísio sem tempo hábil para se organizar. Essa situação reflete as tensões crescentes entre as duas administrações.
A presença de Lula e Alckmin
Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, têm se tornado cada vez mais presentes nos anúncios de projetos no estado. O presidente criticou, em diversas ocasiões, a falta de comparecimento de Tarcísio em cerimônias oficiais. Em março, Lula expressou sua lamentação pela ausência do governador em um evento voltado para a fábrica dos trens do novo ‘Trem-intercidades’.
Reações e contrapontos
Tarcísio respondeu aos comentários do presidente, afirmando que está “acostumado com as bobagens” de Lula. O governador também apontou que os empréstimos do BNDES são abundantes, mas questionou a eficácia de sua aplicação, sugerindo que a gestão federal não tem efetivado ações concretas.
Essa situação destaca a complexidade das relações entre os governos e o impacto que isso pode ter sobre grandes obras no estado. A construção do túnel Santos-Guarujá, enquanto isso, continua sendo um ponto crucial na agenda de infraestrutura paulista.


