O advogado Willer Tomaz fez um pronunciamento nas redes sociais na quinta-feira (22) para esclarecer as suspeitas levantadas pela Polícia Federal (PF) sobre a presença de uma suposta “sala secreta” em uma de suas empresas, que está situada em um hangar no Aeroporto de Brasília. Esse espaço, segundo Tomaz, é utilizado por sua empresa de táxi-aéreo, que presta serviços a transportadoras de valores.
Defendendo-se das acusações, o advogado afirmou: “A sala é uma sala-cofre no hangar da empresa de táxi aéreo da qual eu sou sócio. Ela existe porque a empresa presta serviço para transportadoras de valores, algumas das maiores do país, com contrato”, afirmou Tomaz.
O cômodo identificado pela PF tinha prateleiras, uma porta aparentemente blindada e uma máquina de contar dinheiro. Embora não tenha sido encontrado dinheiro em espécie, os investigadores levantaram a hipótese de que o espaço era destinado ao armazenamento de valores em espécie e de outros bens.
Sala Cofre: Justificativas e Realidade
Com a repercussão do caso, Tomaz detalhou que a sala-cofre é uma exigência de segurança para a atividade que sua empresa desempenha. “Transportadora de valores transporta dinheiro e objetos de valor, uma atividade legal, regulada e fiscalizada”, explicou. Ele argumentou que um malote precisa de um lugar seguro para ser guardado antes e depois do deslocamento, e enfatizou que a estrutura encontrada pela PF foi utilizada de acordo com essa necessidade.
“Quem tem sala-cofre não anuncia endereço. O cofre à vista não é cofre”, explicou ele ao salientar que o espaço foi projetado para garantir a segurança dos bens. Segundo o advogado, a PF não encontrou nada de ilícito no local, reforçando que isso valida o funcionamento do espaço como um cofre legal e seguro.
Investigações e Implicações
A Polícia Federal realizou buscas nos endereços de Tomaz durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Uma das linhas de investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro que poderiam ter beneficiado alguns políticos. A envolvêcia de Tomaz no caso não se restringe apenas ao hangar; a PF encontrou também outra máquina de contar dinheiro em sua residência.
Durante a operação, a PF apreendeu quatro aeronaves pertencentes às empresas do advogado. Apesar das suspeitas relacionadas a movimentações financeiras, Tomaz enfatiza que Flávio Bolsonaro, seu amigo e senador, não possui qualquer ligação com sua empresa de táxi-aéreo.
“Ele não tem nada a ver com a minha empresa de táxi-aéreo, nem com transportadoras de valores, nem com nenhuma outra empresa”, declarou Willer, reforçando a legalidade de suas ações e contratos.
Conclusão sobre a Situação
A situação envolvendo Willer Tomaz e a Polícia Federal traz à tona questões sobre segurança na movimentação de valores e as implicações de investigações que podem prejudicar a imagem de indivíduos e empresas. O advogado se posiciona como alguém que atua dentro da legalidade, e a resposta a seus argumentos ainda está em tramitação nas investigações em curso.
Enquanto aguarda o desfecho das investigações, Tomaz continua a afirmar que todas as suas atividades empresariais são legítimas e que a sala-cofre em questão possui uma finalidade específica, totalmente alinhada com as necessidades do mercado de transportadoras de valores.

