Mais de 62 mil pessoas morreram por AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2026, aproximadamente 258 por dia e 11 por hora, segundo o panorama de mortalidade do Tabnet, do SUS (Sistema Único de Saúde). Os números reforçam a gravidade da doença e ganham atenção nesta quinta-feira (29), dia marcado como o Dia Mundial do AVC.
O Brasil é um dos países com a maior população afetada pela doença no mundo, tornando-se uma das principais causas de morte no país, ultrapassando a média global. No ano passado, o número de óbitos chegou a 89.490, perdendo apenas para mortes por infarto, que totalizaram 91.912 casos, segundo levantamento do Ministério da Saúde.
Índices Alarmantes de AVC
O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma doença grave que ocorre quando os vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando paralisia na área cerebral. É fundamental estar ciente dos dois tipos principais de AVC.
- AVC hemorrágico: Ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
- AVC isquêmico: Ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode ocorrer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.
Identificando os Sintomas do AVC
Em entrevista à CNN Brasil, o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola explicou que os sintomas de AVC aparecem de forma repentina, com perda de força em um dos lados do corpo, dificuldade para falar e alterações na visão. Outros sinais podem incluir entortar o corpo, desequilíbrio ou dor de cabeça intensa.
“É importante não esperar que os sintomas melhorem espontaneamente. Mesmo que desapareçam, é essencial buscar atendimento imediatamente”, alerta o especialista. A gravidade de um AVC pode levar à paralisia do corpo, e enquanto alguns movimentos podem ser retomados após um tempo, a possibilidade de sequelas irreversíveis também deve ser considerada.
Fatores de Risco Associados ao AVC
Segundo o Dr. Espíndola, fatores comportamentais são relevantes para o diagnóstico da doença, como tabagismo, sedentarismo, excesso de peso e consumo frequente de álcool. Além disso, doenças cardíacas, hipertensão, idade e histórico familiar também impactam o risco.
“A melhor estratégia para prevenir AVC é controlar os fatores de risco ao longo da vida. Isso inclui monitorar regularmente a pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e tratar corretamente doenças cardíacas e outras condições de saúde”, conclui o médico.
