Há chance “real e elevada” de terrorismo na Copa, alerta especialista

Há chance “real e elevada” de terrorismo na Copa, alerta especialista

A segurança na Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos EUA, México e Canadá, é uma preocupação crescente. Com a possibilidade de atentados em mente, as autoridades enfrentam desafios significativos para garantir a proteção de atletas, delegações e turistas. José Ricardo Bandeira, especialista em segurança pública, destaca que as ameaças são reais e crescentes devido a fatores como a instabilidade no Oriente Médio e a atuação de “lobos solitários”.

Investimentos em Segurança são Cruciais

A liberação tardia de 625 milhões de dólares para segurança, um valor que é considerado insuficiente, gerou preocupações nas autoridades organizadoras. A segurança da Copa não se limita a esses fundos, sendo necessário um investimento muito maior para criar um sistema eficaz de vigilância em locais de eventos, como estádios e aeroportos.

Risco de Boicote do Irã

A participação da seleção do Irã ainda é incerta, com rumores de um possível boicote. A Fifa, no entanto, resiste a mudar o calendário para atender a esse pedido. A preocupação com a segurança dos jogadores e torcedores iranianos é crescente, considerando-se que poderia haver ataques a eles por parte de radicais.

Desafios Cibernéticos

Além das ameaças físicas, a segurança digital também é fundamental. Atividades de ciberterrorismo podem afetar sistemas críticos, como monitoramento e transporte, colocando em risco a integridade do evento.

A Copa do Mundo, marcada para junho e julho, exige gestão precisa dos preparativos de segurança. Com a intensidade da pressão para garantir um evento seguro, os entes federais, estaduais e municipais precisam colaborar. A situação é ainda mais complexa devido a atrasos na liberação de verba e à realidade de uma política imigratória tensa.