A jovem Phoebe Tesoriere, 23 anos, natural de Cardiff, no País de Gales, conseguiu identificar sua condição de saúde com o auxílio de inteligência artificial após anos de diagnósticos equivocados. A sua trajetória na busca por respostas é um exemplo de como a tecnologia pode auxiliar na medicina moderna.
Durante seu percurso, Phoebe enfrentou diversas dificuldades, sendo diagnosticada erroneamente com ansiedade, depressão e epilepsia. Em um ponto crítico, após uma convulsão severa que a deixou em coma por três dias, Phoebe decidiu usar o ChatGPT para registrar seus sintomas e buscar informações.
Após inserir seu histórico, a ferramenta sugeriu várias condições, incluindo a Paraplegia Espástica Hereditária (PEH). Com essa nova perspectiva, ela apresentou a hipótese ao seu clínico geral, resultando em testes genéticos que confirmaram o diagnóstico. O Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff lamentou sua experiência, enquanto a clínica geral enfatizou a importância de discutir resultados obtidos com chatbots de IA com profissionais de saúde.
A Experiência de Phoebe
Phoebe, que passou por cirurgias quando era bebê e já tinha limitações físicas, estava convencida de que suas dificuldades estavam relacionadas a problemas de infância. “Tive que lutar para ser ouvida”, disse ela. Apesar de um histórico de saúde aparentemente bom, com uma personalidade vibrante, em 2022, ela foi diagnosticada com epilepsia.
Após mais convulsões em 2024, ela foi diagnosticada com paralisia de Todd, uma condição neurológica associada à epilepsia. Atualmente, Phoebe não pode mais exercer sua profissão como professora de alunos com necessidades especiais e utiliza uma cadeira de rodas para se locomover.
Equilíbrio entre Tecnologia e Saúde
Agora, Phoebe busca reinventar sua carreira ao cursar um mestrado em psicologia, com a intenção de ajudar outras pessoas. Sua história levanta questões importantes sobre como as ferramentas de inteligência artificial são utilizadas na saúde. Um estudo da Universidade de Oxford alerta que chatbots de IA podem oferecer aconselhamento impreciso, tornando difícil a identificação dos melhores direcionamentos a seguir.
Como os chatbots podem ajudar na saúde?
O ChatGPT Health, lançado em janeiro, promete analisar registros médicos, buscando proporcionar respostas mais eficazes ao usuário. Contudo, sua função não é destinada ao diagnóstico ou tratamento. Aproximadamente 230 milhões de pessoas fazem perguntas sobre saúde ao chatbot semanalmente.
Ainda que haja preocupações sobre a privacidade dos dados, a OpenAI enfatiza que a ferramenta foi projetada para complementar, e não substituir, a assistência médica tradicional. A experiência de Phoebe destaca a importância da colaboração entre tecnologia e profissionais de saúde para um diagnóstico correto e eficaz.